A maioria dos brasileiros informados sabe que Paulo Gracindo foi um ator especial. Pela sua longevidade transitou por pelo menos três gerações. Foi um artista plural. Os mais novos não conheceram sua atuação como rádio-ator e animador de auditório na década de 50.
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| Um dos capítulos do meu livro anterior, “Música Popular Brasileira – Histórias de sua gente”, que mais agradou aos leitores foi o que intitulei “Esses Destoaram”, onde comentava os tropeços dados pelos letristas do nosso cancioneiro. Fiz uma abordagem bem-humorada, sem ferir suceptibilidades, citando inclusive escorregadelas de literatos famosos. Estavam os nossos compositores, portanto em boa companhia. |
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Nos últimos anos surgiram biografias com revelações realistas sobre ídolos da MPB, tirando-lhes a auréola de semi-deuses, ilibados, sem nenhuma mácula ou fraqueza inerente aos outros seres humanos comuns.
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Conversávamos eu e um amigo, saudosista crônico, sobre o relacionamento, às vezes nada amistoso, entre figuras de nossa Música Popular, quando ele comentou enfático que antigamente a turma era mais cavalheiresca. Engano, no antigamente dele, como hoje, espoucaram muitos ressentimentos, houve muito nariz torcido, muito dedo em riste, acusações de plágio, pixações, xingações e safanões. Contemos alguns casos.
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